Muita gente pensa que basta ter uma opinião, contratar uma agência de publicidade e mandar publicar o que pensa, pagando o preço do espaço na mídia. Estão enganados!
Cada mídia tem um conselho editorial ou seja lá o nome que dão aos grupos (as vezes um dono, portanto uma única pessoa) de analistas que vão decidir se aquela matéria paga é ou não uma opinião. Neste caso, o preço costuma variar de 30 a 70% mais caro que a tabela de preços da mídia em questão.
Foi o que aconteceu com a "Afirme-se", que queria defender o sistema de cotas no Brasil para diversos segmentos; o mais conhecido é o de vagas nas universidades públicas para afrodescendentes e indígenas. Cotou no jornal O GLOBO uma página inteira no fim de semana por R$ 54.163,20; mas depois que o conselho editorial do jornal avaliou o anúncio, o preço saltou para nada mais, nada menos do que R$ 712.608,00. Claro que o anúncio não foi publicado.
O que estou querendo discutir aqui é a "liberdade de expressão" e a "liberdade de imprensa", sendo confrontadas pela "política comercial" de um veículo de comunicação; tradicionalmente o maior defensor da liberdade de opinião. Saber o que você pensa seria muito interessante. Comente!